Gaspard de la Nuit

Louis Jacques Napoléon Bertrand – ou Aloysius Bertrand, que era como assinava seus textos – foi um poeta francês do começo do século XIX. Piemontês nascido em Ceva, em 1807, à época território francês, Aloysius passou a maior parte de sua vida na cidade de Dijon, cuja variedade arquitetônica de construções do passado, remetendo aos períodos capetiano, gótico e renascentista, serviu claramente de inspiração para … Continuar lendo Gaspard de la Nuit

Rosas doentes

Em duas ocasiões anteriores, tratamos aqui dos poemas “The Tyger” e “The Lamb”, das Canções de Inocência & Experiência de William Blake. Recentemente eu fiquei meio obcecado com outro poema desses dois livros, “The Sick Rose”, e sinto que, apesar de ser curtíssimo, o poema merecia uma postagem inteira dedicada a ele. Segue no original: The Sick Rose O Rose thou art sick. The invisible … Continuar lendo Rosas doentes

7 vezes “Aedh wishes for the cloths of Heaven”, de William Butler Yeats

originalmente publicado no volume The wind among the reeds (1899), “Aedh wishes for the cloths of Heaven” é um dos poemas mais famosos de william butler yeats (1865-1939). tanto, que já apareceu até num filme como Nunca te vi, sempre te amei (84 Charing Cross Road) , na voz de antony hopkins. ele incorpora o que é visto muitas vezes como uma primeira fase da … Continuar lendo 7 vezes “Aedh wishes for the cloths of Heaven”, de William Butler Yeats

O Divan de Goethe, por Daniel Martineschen

hoje é aniversário do velho goethe, por isso este post-homenagem com um dos que tentam mantê-lo vivo, jovem. mantê-lo em viço na nossa língua. guilherme gontijo flores * * * West-östlicher Divan O West-östlicher Divan é uma das obras mais controversas e de recepção mais complicada de Goethe. Não bastasse o título de cara misteriosa – que usa um quase-neologismo um tanto quanto modernoso (“west-östlich”) … Continuar lendo O Divan de Goethe, por Daniel Martineschen

Alguns poemas da lírica de Goethe (1749 – 1832)

Johann Wolfgang von Goethe é um daqueles nomes tão portentosos que eu não sei nem por onde começar a falar dele. Nascido em 1749 na Cidade Livre de Frankfurt e morto em 1832, podemos enxergá-lo como um dos últimos dos polímatas, tendo se envolvido não só com literatura (tanto em verso quanto em prosa e crítica), como ficou mais conhecido, mas também com biologia (especialmente botânica … Continuar lendo Alguns poemas da lírica de Goethe (1749 – 1832)

2 traduções de “l’enfance”, de victor hugo (1802-1885) — e mais 3

no post passado, em que comentei a nova edição eneida de virgílio, toquei no assunto delicado dos poetas canônicos descanonizados, ou melhor dizendo: os canônicos que, se todos conhecem, ninguém mais lê. eles estão em toda parte: milton, na inglaterra; goethe, na alemanha; bilac, no brasil; victor hugo, na frança; &c. a lista seria enorme. eu fico só em quatro casos, especificamente em quatro que julgo merecerem revisões, … Continuar lendo 2 traduções de “l’enfance”, de victor hugo (1802-1885) — e mais 3

Elizabeth Barrett Browning (1806 – 1861), por Matheus Mavericco

Do pensador político William Godwin & a pioneira do feminismo Mary Wollstonecraft (e sua filha e genro, Mary e Percy Shelley) até, digamos, Sartre & Beauvoir, temos muitos exemplos fascinantes de casais de escritores famosos na história da literatura e das humanidades em geral, mas me parece que são poucos os casais de poetas propriamente dito – o que faz com que eles sejam casos … Continuar lendo Elizabeth Barrett Browning (1806 – 1861), por Matheus Mavericco

A minha última duquesa – Robert Browning

Num momento anterior fiz uma postagem aqui no escamandro sobre um poema chamado “O amante de Porfíria”, do poeta vitoriano Robert Browning, em tradução minha (clique aqui). Na ocasião, mencionei a existência de um volume de traduções já para o português de alguns dos seus monólogos dramáticos, vertida por João Almeida Flor – uma edição, no entanto, infelizmente rara. Mas, por sorte, graças ao Flávio … Continuar lendo A minha última duquesa – Robert Browning

Ode sobre a melancolia – John Keats

(Para uma introdução, com breve biografia, sobre John Keats e seus principais poemas, vide minha postagem anterior, clicando aqui) A “Ode on Melancholy” é uma das cinco grandes odes que Keats escreveu em 1819 – e, com apenas 30 versos em 3 estrofes, também a mais breve. É provável que ele tenha tido como referência aqui a grande obra do século XVII de Robert Burton, … Continuar lendo Ode sobre a melancolia – John Keats

Ulisses – Lorde Alfred Tennyson

Lorde Alfred Tennyson (1809 – 1892), mais um dos membros tardios do romantismo inglês, é uma das maiores vozes do período – e eu já disse algumas palavras sobre esse que pode ser visto como o terceiro momento do romantismo, muito pouco estudado e traduzido em português, num post anterior sobre o seu contemporâneo Robert Browning (clique aqui). No entanto, assim como com Browning, que … Continuar lendo Ulisses – Lorde Alfred Tennyson