Tigres e cordeiros de Blake – parte I

Assim como Horácio e John Milton, de que já tratamos aqui no escamandro, William Blake tem um lado pop que faz com que seja difícil não ter ouvido algo sobre ele, mesmo sem jamais ter tido em mãos um único livro do autor. “Se as portas da percepção fossem purificadas, tudo pareceria ao homem como é, infinito”, diz ele no Matrimônio do Céu e o … Continuar lendo Tigres e cordeiros de Blake – parte I

henri cazalis: danse macabre

uma das obras musicais que mais me surtiram efeito durante minha fase de formação musical foi danse macabre, de camille saint-saëns (1835-1921, retratado ao lado). por um longo tempo eu acreditei que ela havia sido composta por franz liszt, mas a confusão se explica pelo fato de liszt tê-la arranjado para o piano pouco tempo depois de sua estréia, além de os dois serem amigos … Continuar lendo henri cazalis: danse macabre

Sobre o Heine de André Vallias

Faz quase um ano já que André Vallias fez o lançamento oficial de seu livro Heine, hein? – poeta dos contrários, uma antologia de 120 poemas (mais colagens de trechos de cartas e prosa, com uma introduçãozinha e notas bem razoáveis) do poeta judeu de língua alemã Heinrich Heine (1797 – 1856), também conhecido como Harry ou Henri Heine. O lançamento de Curitiba foi mais … Continuar lendo Sobre o Heine de André Vallias

um corvo em seis bocas, mais uma

todo mundo sabe quem é  edgar allan poe. todo mundo sabe que é uma das figuras mais ‘pop’ do nosso tempo, pai de figuras como tim burton. todo mundo sabe o quanto o poema ‘the raven’ de edgar allan poe é famoso e lido e rereretraduzido. todo mundo sabe o quando ele é encenado e gravado e relido. todo mundo sabe, aliás, o quanto ele … Continuar lendo um corvo em seis bocas, mais uma

Shelley – Hinos de Apolo & Pã

(Para mini-biografia e mais informações sobre Percy Bysshe Shelley, conferir meu post anterior no blogue, com o poema Ode ao Céu) Os dois poemas que posto abaixo, em tradução minha, têm uma história interessante que eu gostaria de contar e fazer um pequeno comentário a respeito. Mary Shelley, por volta de 1820, escrevia uma peça em versos intitulada Midas, que, como esperado, tinha a temática … Continuar lendo Shelley – Hinos de Apolo & Pã

lord byron: prometheus (1816)

George Gordon Byron (1788-1824) é um dos mais destacados poetas britânicos do romantismo – talvez o mais – assim como um dos símbolos maiores da poesia romântica. Junto com Shelley, incorpora vastamente em sua obra os sentimentos de rebeldia, melancolia e deslocamento da figura do artista com relação ao convívio social. Não é por acaso que o titã Prometeu – e Jesus Cristo também – … Continuar lendo lord byron: prometheus (1816)

Shelley: Ode to Heaven

Percy Bysshe Shelley (1792 – 1822), além de marido de Mary Shelley – que, ironicamente, acabou se tornando mais famosa que ele, especialmente por conta de seu romance, Frankenstein – foi um poeta romântico, participante daquilo que podemos ver como um segundo momento do Romantismo inglês, ao lado de Lorde Byron e John Keats, e que sucedeu Wordsworth e Coleridge, apesar de estes dois últimos … Continuar lendo Shelley: Ode to Heaven