Eugênio Oneguin, de Alexandr Pushkin (1799-1837)

Alexandr Serguêievitch Pushkin, ou também grafado Aleksandr Púchkin (1799 -1837), é daquelas figuras fundadoras de um povo pelo encontro da língua. é o poeta-romancista moderno, romântico, insano da rússia pré-futurista; foi a figura que conseguiu fazer o vernáculo russo entrar no escalão da literatura de elite, com um gosto pela sátira, a ironia &, por que não?, o sentimentalismo. &, como quase todo tipo de … Continuar lendo Eugênio Oneguin, de Alexandr Pushkin (1799-1837)

Ana Akhmátova (1889 – 1966)

Nascida Ana Andreiévna Gorenko, em Odessa (antigo Império Russo, hoje Ucrânia, amanhã… dado o andar das coisas, sabe-se lá) e instalada em São Petersburgo, Ana Akhmátova consta entre os principais nomes do acmeísmo – do grego akme, com o sentido de “apogeu”,  um movimento liderado por Gumiliov, seu primeiro marido, em reação ao então predomínio da estética simbolista – na literatura russa do começo do … Continuar lendo Ana Akhmátova (1889 – 1966)

Arseny Tarkovsky

Arseny Tarkovsky (1907-1989), pai do cineasta Andrei Tarkovsky, não foi apenas tradutor de poetas de terras distantes (poetas como Abul’Ala Al-Ma’arri, Nizami, Magtymguly Pyragy), mas também foi, ele mesmo, um poeta de uma terra distante. Não por ter passado a maior parte da vida em Moscou, mas por refletir, em seus poemas, o estranhamento e a admiração que nos causa a leitura da poesia árabe, … Continuar lendo Arseny Tarkovsky

guenádi aigui

o século xx produziu muitos poetas falando de silêncio, repetindo seu silêncio à exaustão. poucos foram realmente silentes. faz alguns meses, li a coletânea silêncio e clamor do poeta tchuvache/russo guenádi aigui (1934-2005), com traduções de boris schnaiderman & jerusa pires ferreira. isso é poesia do silêncio. poesia feita de silêncio e sono, um pequeno ruído no meio do silêncio, um (por vezes incompreensível) vento que bate nas … Continuar lendo guenádi aigui