luis de góngora, por érico nogueira

Nascido em Córdoba, sul da Espanha, em 1561, e falecido na mesma cidade em 1627, Luis de Góngora y Argote viveu o ápice do chamado “siglo de oro” das letras espanholas. Escreveu, diz-se, em “castelhano imperial”, uma língua não raro obscura eivada de helenismos, latinismos, figuras retóricas e alusões mitológicas. Sua paixão pela metáfora – ou, antes, pelo processo analógico que Gracián chamou de agudeza … Continuar lendo luis de góngora, por érico nogueira

Maria Luise Weissmann, por Gabriel Rübinger-Betti

Maria Luise Weissmann nasceu em Schweinfurt no ano de 1899. Ainda criança, mudou-se para Hof e, em seguida, Nuremberg, onde viveu durante os anos da Primeira Guerra Mundial. Publicou suas primeiras obras em 1918 no jornal Fränkischer Kurier sob o pseudônimo de M. Wels. A partir de então, Weissmann passou a tecer amizades com várias figuras da literatura de seu tempo, como Georg Britting, que … Continuar lendo Maria Luise Weissmann, por Gabriel Rübinger-Betti

Elizabeth Barrett Browning (1806 – 1861), por Matheus Mavericco

Do pensador político William Godwin & a pioneira do feminismo Mary Wollstonecraft (e sua filha e genro, Mary e Percy Shelley) até, digamos, Sartre & Beauvoir, temos muitos exemplos fascinantes de casais de escritores famosos na história da literatura e das humanidades em geral, mas me parece que são poucos os casais de poetas propriamente dito – o que faz com que eles sejam casos … Continuar lendo Elizabeth Barrett Browning (1806 – 1861), por Matheus Mavericco

A Lírica Involuntária de Aaron Shurin

Aaron Shurin (1947 – ) é um poeta norte-americano que, apesar de ter o que parece ser um reconhecimento pequeno, é autor de um grande número de livros de poemas, ensaios e de poesia em prosa. Meu contato com ele foi – como tem sido algo recorrente por aqui – por completo acaso, através de uma postagem no blog do célebre crítico e poeta da … Continuar lendo A Lírica Involuntária de Aaron Shurin

8 poemas de Paul Verlaine, em 3 tradutores

Há exatamente um ano eu postei umas traduções minhas e da editora e tradutora Heloisa Jahn de alguns poemas eróticos de Verlaine, em comemoração aos 168 anos do poeta – ao que acompanhou, logo na sequência, um outro post com traduções e notas do Leo Gonçalves, sobre o mesmo assunto.  Retornamos agora ao velho poeta maldito para relembrarmos, desta vez, a parte mais “séria”, por … Continuar lendo 8 poemas de Paul Verlaine, em 3 tradutores

Tristan Corbière e os seus amores amarelos

Meu primeiro contato com a poesia de Édouard-Joachim “Tristan” Corbière foi por completo acaso, num sebo de Curitiba, ao abrir o volume da tradução do poeta e tradutor Marcos Siscar dos seus Os Amores Amarelos (editora Iluminuras) diretamente na página do poema “Bonne fortune et fortune” (apresentado na seleção abaixo), essa paródia tão espirituosa do famoso poema da passante de Baudelaire – e bastou para … Continuar lendo Tristan Corbière e os seus amores amarelos

gaspara stampa (1523-54)

gaspara stampa (1523-54) é provavelmente a maior poetisa italiana do renascimento; mas insistir especificamente no fato de que seria a maior “poeta mulher” pode parecer prêmio de consolação, já que não havia tantas escrevendo em seu tempo, num espaço patriarcal como se pode imaginar para a itália dos séculos xv & xvi. não se trata disso, portanto. ela é uma poeta maior, sem qualquer distinção … Continuar lendo gaspara stampa (1523-54)

sonetos de frei agostinho da cruz

frei agostinho da cruz (nascido agostinho pimenta, em 1540, em ponte da barca, morto em 1619, em serra da arrábida), irmão do também poeta diogo bernardes, recebeu ainda pouca atenção crítica. sua poesia mística foi escrita toda no final da vida, quando, depois de 45 anos no convento de santa cruz da serra de cintra, como monge franciscano, decidiu tornar-se anacoreta em serra da arrábida … Continuar lendo sonetos de frei agostinho da cruz

As verdadeiras formas do nada

É difícil negar que Paulo Henriques Britto seja um dos principais nomes da poesia brasileira contemporânea – bem como da tradução literária também (tendo recentemente traduzido o beemote que é o Contra o Dia, de Thomas Pynchon). E o certo frisson causado nos círculos literários pelo lançamento de seu último livro de poemas, Formas do Nada (Cia das Letras), há alguns meses já, é prova … Continuar lendo As verdadeiras formas do nada

Elizabeth Bishop tradutora

Como já comentei anteriormente, Elizabeth Bishop, além de poeta e prosadora, foi também tradutora nas horas vagas. Em 1972, Emanuel Brasil edita o volume de poemas traduzidos por Bishop intitulado An Anthology of Twentieth-Century Brazilian Poetry, e ela me pareceu bastante talentosa no ofício. Gostaria de transcrever, então, 3 poemas de autores brasileiros que ela verteu para o inglês (e, só de curtição, 4 sambas, … Continuar lendo Elizabeth Bishop tradutora