Prufrock, Sayão, Pedrosa, por André Capilé

“O verso mais interessante já escrito em nosso idioma se obtém ou tomando uma forma muito simples, como o pentâmetro jâmbico, e constantemente se afastando dela, ou partindo da ausência de forma e constantemente se aproximando de uma forma muito simples. É esse contraste entre fixidez e fluxo, essa discreta fuga da monotonia, que constitui a própria vida do verso. […] Podemos, pois, apresentar a … Continuar lendo Prufrock, Sayão, Pedrosa, por André Capilé

Marjorie Perloff e o Gênio Não Original

Talvez eu pudesse comparar a atividade de ser tradutor – o símile vale para revisores também, mas na tradução a coisa é mais intensa – a um tipo de roleta russa. Muitas vezes você pode ser chamado para traduzir livros ruins, tediosos, ridículos, mal escritos, que te fazem desejar que eles nunca tivessem visto a luz do dia, que dirá sido traduzidos. Felizmente, porém, este … Continuar lendo Marjorie Perloff e o Gênio Não Original

“Rapsódia de uma noite de vento” de T. S. Eliot

Eliot já não é nenhum estranho por estas bandas, sendo que já dedicamos duas postagens ao seu Prufrock, uma com a tradução de Rodrigo Gonçalves, outra com a de Rodolfo Jaruga. Agora, eu gostaria de volver nossa atenção para um dos poemas “menores” (não tão menor assim, a bem da verdade, com seus 78 versos), presente na primeira coletânea do poeta, publicada em 1920, Prufrock … Continuar lendo “Rapsódia de uma noite de vento” de T. S. Eliot

“a canção de amor de j. alfred prufrock”, por rodolfo jaruga

nós já fizemos uma postagem com uma tradução inédita do prufrock de t. s. eliot, por conta de rodrigo t. gonçalves, uma tradução que primava pelo ímpeto rítmico que buscava emular ao máximo a cadência do texto inglês de eliot. hoje a nossa felicidade – como vocês já sabem, ou deveriam saber, pela proposta tradutória que tem se revelado neste blog, que eu poderia resumir como … Continuar lendo “a canção de amor de j. alfred prufrock”, por rodolfo jaruga

“a canção de amor de j. alfred prufrock”, por rodrigo t. gonçalves

thomas sterns eliot (1888 – 1965), prodigioso poeta do modernismo inglês, também dramaturgo, crítico e  discípulo de ezra pound, é um desses autores que dispensam apresentações. seu longo poema the waste land, de 1922, é um dos grandes poemas do século XX e todos os leitores de poesia já devem ter, pelo menos, ouvido falar dele. outros grandes poemas dele incluem “the hollow men” (famoso … Continuar lendo “a canção de amor de j. alfred prufrock”, por rodrigo t. gonçalves