XANTO|Coopoesia, por Jessica Di Chiara

Não é certo se Homero era um ou vários, e mesmo que fosse um o canto das musas o fazia muitos. Um poeta-coletivo. A filosofia pareceu não gostar muito disso no começo e a república vive em crise desde então. Por isso, pensar a poesia se parece tanto com refazer as relações e então produzir comunidade. (…) Acontece que, quando se juntam, pessoas casam, fundam … Continuar lendo XANTO|Coopoesia, por Jessica Di Chiara

CARPE DIEM: 28 versões + 2, por Matheus Mavericco

Existem poemas que conseguem a tremenda felicidade de cravarem uma expressão ou uma palavra na cabeça dos leitores. Nem sempre é sinal de qualidade. Veja o caso de “passar pela vida em branca nuvem”, expressão usada por nossos avós e que foi retirada de um poema de Francisco Otaviano, patrono da cadeira de número 13 na Academia Brasileira de Letras e poeta medíocre, autor, quando … Continuar lendo CARPE DIEM: 28 versões + 2, por Matheus Mavericco

Entrevista com Tarso de Melo

a série das entrevistas feitas por muá strikes again. para ver as outras clique aqui. sem muita enrolação desta vez, passo logo a palavra ao tarso de melo. sergio maciel   * * * SM – Num ensaio publicado na revista Germina, o Adriano Scandolara repensa toda uma relação entre “poesia”, “mito”, “modernidade”, “poetas” &c. Ele fecha o ensaio, aliás, dizendo o seguinte: “E refletir … Continuar lendo Entrevista com Tarso de Melo

tarso de melo

Tarso de Melo (Santo André, 1976) é autor de Caderno Inquieto (Dobra, 2012), seu sexto livro de poemas. É advogado e professor universitário, com doutorado em Filosofia do Direito pela USP. Abaixo, um dos poemas presentes na primeira edição impressa do escamandro, a ser publicada em breve. PS: confirma mais poemas de Tarso de Melo, junto de um pequeno comentário crítico ao seu Caderno Inquieto, … Continuar lendo tarso de melo

Alguns poemas sobre mendigos

A ideia me ocorreu outro dia, no ônibus, e me dei conta de que alguns poetas contemporâneos, especialmente poetas que trabalham com a questão da urbanidade e cuja produção muito me agrada, tinham pelo menos um poema sobre a temática do mendigo. Não sei dizer agora o quanto se estuda isso, de fato, se o mendigo realmente constitui um lugar comum recorrente na literatura, mas … Continuar lendo Alguns poemas sobre mendigos

notas sobre o caderno inquieto de tarso de melo

onde se lê espanto, espante-se (tarso de melo, “aula (2)”) tarso de melo (santo andré, 1976) tem uma das obras que eu mais admiro na poesia contemporânea brasileira. além de impressionar pelos poemas, o que mais chama atenção – a meu ver – é o percurso. tanto o percurso interno dos livros, onde estão cada um dos poemas, quanto o percurso maior entre os livros, … Continuar lendo notas sobre o caderno inquieto de tarso de melo

7 + 4 vermelhos carrinhos de mão (william carlos williams)

se pensarmos a tradução (segundo a já famosa metáfora) como a foto de uma estátua, sempre capaz de resolver uma  parte da sua tridimensionalidade, mas também sempre incapaz de esgotar as possibilidades de visão do original, ficamos com dois belos corolários: 1 – como a foto, a tradução é uma outra arte, que em grande parte vale por si só, mesmo quando aponta para uma … Continuar lendo 7 + 4 vermelhos carrinhos de mão (william carlos williams)