Édipo de Sófocles, por Leonardo Antunes

“Qual é o propósito de traduzir de novo essa obra? Já não há traduções o bastante? Você acha que as outras traduções não são boas o bastante? Você acha que a sua é tão melhor assim?” Essas são algumas coisas que todos ouvimos ao retraduzir um texto clássico. Tentarei oferecer algumas respostas mais ou menos objetivas para essas questões, mas a razão mais honesta e … Continuar lendo Édipo de Sófocles, por Leonardo Antunes

Primeiro diálogo entre Petrúquio e Catarina, por Matheus Mavericco

Esse aqui é um dos diálogos mais engraçados que já devo ter lido. Acho que não será necessário sequer introduzi-lo. Você já conhece a situação: Catarina é a megera e Petrúquio… Bem. Petrúquio é um Joselito da vida, se é que me entendem. Mais cedo ou mais tardes eles tinham que se topar, e quando se topassem, pensa na cena que não ia dar! Pois … Continuar lendo Primeiro diálogo entre Petrúquio e Catarina, por Matheus Mavericco

3 traduções para o ‘task of the translator’ da Antigonick de Anne Carson

parece evidente afirmarmos que as fronteiras entre tradução, reescrita, adaptação e performance são de difícil estabelecimento, parecendo não haver critérios conceitualmente muito sólidos que distingam essas atividades além de perspectivas um tanto quanto subjetivas que as delimitam; sobretudo quando tratamos de peças teatrais que parecem figurar no limiar entre meros textos literários, pra nós, e acontecimentos espetaculares, rituais, jogos (os ludi), pros romanos and gregos, … Continuar lendo 3 traduções para o ‘task of the translator’ da Antigonick de Anne Carson

Sansão Agonista

(para mais sobre John Milton, cf. nossos posts anteriores sobre o seu Paraíso Perdido e Reconquistado) Publicado em 1671, num volume que o incluía junto com o Paraíso Reconquistado, o Samson Agonistes, ou Sansão Agonista, de John Milton, é uma peça nos moldes de tragédia grega sobre a história do israelita Sansão, contada no Antigo Testamento, em Juízes 13-16 (mais sobre o contexto do livro … Continuar lendo Sansão Agonista

A poética da comédia nova romana, por Rodrigo Tadeu Gonçalves e Leandro Cardoso

Introdução A comédia latina, chamada pelos romanos de comedia palliata (a partir do termo “pálio”, um tipo de indumentária grega), foi um gênero muito importante e popular no período republicano romano desde sua introdução nos festivais públicos chamados ludi scaenici (literalmente “jogos de encenação”) em 240 a.C. até a morte de Terêncio em 159. Todos os textos produzidos para os festivais tinham como modelo uma … Continuar lendo A poética da comédia nova romana, por Rodrigo Tadeu Gonçalves e Leandro Cardoso

Villiers de l’Isle-Adam (1838 – 1889)

Foi uma figura excêntrica a de Jean-Marie-Mathias-Philippe-Auguste, conde de Villiers de l’Isle-Adam (1838 – 1889). Como o personagem Des Esseintes do romance Às Avessas, de Joris-Karl Huysmans, Villiers descendia de uma aristocracia francesa decadente, cujo “sangue havia se degenerado em linfa”, como diria o narrador de Huysmans. Acho que já explica muita coisa sobre as influências a que ele esteve submetido durante sua criação que … Continuar lendo Villiers de l’Isle-Adam (1838 – 1889)