horacio fiebelkorn

Horacio Fiebelkorn nasceu em La Plata em 1958 e vive em Buenos Aires. publicou Caballo en la catedral (ed. El Broche, La Plata, 1999), Zona muerta (La Bohemia, 2004), Elegías (2008), Tolosa (2010), Sobre o tempo que se perde em buscar o tempo perdido (publicado em plaquete com tradução de Virna Teixeira, São Paulo, 2011, confiram aqui) e Pájaro en el palo (Uruguay, 2012). integrou … Continuar lendo horacio fiebelkorn

O Paraíso Reconquistado de John Milton

Eu, que há pouco o feliz Jardim cantei, Perdido em desobediência, canto Aos homens recobrado Paraíso, Provada a obediência de outro homem Por toda a tentação, o Tentador Frustrado em seus ardis, vencido e expulso, E o Éden ressurgido em vasto ermo. Assim começa a continuação do Paraíso Perdido, de John Milton, intitulado, em nossa tradução, Paraíso Reconquistado (Paradise Regained, no original. Motivo de várias … Continuar lendo O Paraíso Reconquistado de John Milton

red stop – vinicius ferreira barth

RED STOP        olhos doutro lado        fabuloso azul desempregococota maravilha        terça parte de rocknrolle samba meu bem(se me ligarem do espaço                         diz lá que não tô)doentio rabisco de almíscarpiscada blackout de esquina        ipanema walks by slowly        coas pernas de foracigarrettes flashlights dumwalkwalk   walk   (em homenagem ao aniversário do bernardo, que é hoje) vinicius ferreira barth Continuar lendo red stop – vinicius ferreira barth

redescobrindo álvaro de campos – vinicius ferreira barth

álvaro de campos, poeta nascido em tavira e em lisboa em outubro de 1890, é famoso pelos seus clamores vanguardistas, futuristas e pessimistas, entre outros notáveis istas que poderíamos listar deliciosamente. no nosso grupo escamandrista, exerceu influência notável sobre adriano scandolara. alguns críticos chegam a julgar que a poesia de scandolara, sob a luz de campos, é atingida mais pela ‘angústia’ que pela ‘influência’. há, … Continuar lendo redescobrindo álvaro de campos – vinicius ferreira barth

100

we have kept our erasers in order (propércio via ezra pound) centésimo post é motivo de comemoração principalmente principalmente se principalmente se se trata de um blog de poesia tradução e crítica coordenado por quatro grandes desconhecidos a meio caminho da província completa então bem que cabe uma historieta ouçam bota um ano e meio na conta trocas de emails sobre poesia mais do que … Continuar lendo 100

natureza – vinicius ferreira barth

  pior a buzina em contemplação       procurando seu silêncio                     pior o alarme introvertido                          que cora quando urgentepior um cadeado virgem       que do penetrar se esquiva                          pior                                   monóculo em olho de bóreas                                   um lápis que tem nojo do seu rastro                                       ou a corrente de elos desunidospior a espada com mania de limpeza       o escudo sem nenhuma cicatriz       a vassoura com rinite              a pá maneta                          pior                                   e … Continuar lendo natureza – vinicius ferreira barth

alejandra pizarnik: la tierra más ajena (1955), pt. 2

caros, segue abaixo a segunda e última parte de la tierra más ajena de alejandra pizarnik.veja aqui o primeiro post. vinicius ferreira barth       … DO MEU DIÁRIO Olhava os carros em arranjosem suas vestimentas metálicasas partes dianteiras pareciamcaveiras recém libertadas.Um sol amarelo deixava cair indiferentepedaços luminosos de algo coloridomas as sombras persistiamainda nos retalhos do astro.Sentia-se cansada ante os nevoeirosque não se … Continuar lendo alejandra pizarnik: la tierra más ajena (1955), pt. 2

alejandra pizarnik: la tierra más ajena (1955), pt. 1

alejandra pizarnik nasceu em buenos aires em 1936, publicou seus primeiros poemas com vinte anos e licenciou-se em filosofia e letras pela universidad de buenos aires. no começo da década de 1960 viveu em paris, onde estudou história da religião e literatura francesa, na sorbonne, e tornou-se amiga de nomes como andré pieyre de mandiargues, octavio paz, julio cortázar e rosa chacel. foi tradutora de … Continuar lendo alejandra pizarnik: la tierra más ajena (1955), pt. 1

registro do pedido eneassilábico de um croissant de chocolate pela senhora gordinha ao atendente da cantina presenciado e transcrito pelo poeta que esperava na fila e ouvia sem pudores – vinicius ferreira barth

é dieta              rapaz                        é saúdecorpo são             (hahaha)                        mente sã me veja uma coquinha                        com geloe o chocolate             mas sem croissant Vinicius Ferreira Barth Continuar lendo registro do pedido eneassilábico de um croissant de chocolate pela senhora gordinha ao atendente da cantina presenciado e transcrito pelo poeta que esperava na fila e ouvia sem pudores – vinicius ferreira barth

invisibilidade – vinicius ferreira barth

caros,depois de quase um mês sem postar, dados os mais diversos e inimagináveis tipos de compromissos e ziguiziras, mando na lata uma série completa de poemas que muito me agradam e encantam.a série ‘invisibilidade’ trata das pessoas, ou das coisas, que estão aí, ao redor de todos nós, dizendo algo ou calando. dizem respeito a palavras (e pessoas) que ecoam despercebidas através dos tempos, aquelas … Continuar lendo invisibilidade – vinicius ferreira barth