dois poemas de william blake, por matheus mavericco

A primeira vez que tive contato com “Auguries of Innocence” foi lendo o prefácio de Otto Maria Carpeaux para o notável Apresentação da Poesia Brasileira, de Manuel Bandeira. Lá, Carpeaux comenta o fato de que Bandeira, por uma questão de humildade simples, não havia incluso a si mesmo, no que o mestre austríaco buscara tentar mitigar o mal. Pois é em certo momento que Carpeaux diz … Continuar lendo dois poemas de william blake, por matheus mavericco

Rosas doentes

Em duas ocasiões anteriores, tratamos aqui dos poemas “The Tyger” e “The Lamb”, das Canções de Inocência & Experiência de William Blake. Recentemente eu fiquei meio obcecado com outro poema desses dois livros, “The Sick Rose”, e sinto que, apesar de ser curtíssimo, o poema merecia uma postagem inteira dedicada a ele. Segue no original: The Sick Rose O Rose thou art sick. The invisible … Continuar lendo Rosas doentes

Joseph Campbell sobre a inocência e a experiência

The world’s great age begins anew   The golden years return   The earth doth like a snake renew Her winter weeds outworn; (Shelley) Joseph Campbell (1904 – 1987) é provavelmente o pesquisador de mitologia comparada mais famoso de que temos notícia, sobretudo pelo seu conceito, bastante popular já, da “Jornada do Herói”, promovido pela cultura pop através do mais famoso exemplo do seu uso … Continuar lendo Joseph Campbell sobre a inocência e a experiência

poesia e quadrinhos (2 de 2): a visualização

não faço ideia do que outros poetas visualizam na hora de compor seus textos. nunca perguntei. eu, por minha parte, tenho para cada um dos meus trabalhos uma cena muito concreta gravada na memória, um tipo de imagem que traduz toda a situação descrita no poema. por causa disso eu sempre gostei de poemas narrativos, épicos e poemas de situação (uma variação de sitcoms, sit-poems?). … Continuar lendo poesia e quadrinhos (2 de 2): a visualização

Tigres e cordeiros de Blake – parte II

Semana passada eu fiz a primeira parte desta postagem sobre o poeta William Blake, com uma brevíssima introdução e algumas traduções do célebre poema do cordeiro. Agora é a vez do tigre. Primeiramente, acredito que seja importante apontar como os dois poemas dialogam entre si. Como dito já, “O cordeiro” é um poema das Canções de inocência, e “O tigre” é a sua contraparte das … Continuar lendo Tigres e cordeiros de Blake – parte II

Tigres e cordeiros de Blake – parte I

Assim como Horácio e John Milton, de que já tratamos aqui no escamandro, William Blake tem um lado pop que faz com que seja difícil não ter ouvido algo sobre ele, mesmo sem jamais ter tido em mãos um único livro do autor. “Se as portas da percepção fossem purificadas, tudo pareceria ao homem como é, infinito”, diz ele no Matrimônio do Céu e o … Continuar lendo Tigres e cordeiros de Blake – parte I

O Paraíso Reconquistado de John Milton

Eu, que há pouco o feliz Jardim cantei, Perdido em desobediência, canto Aos homens recobrado Paraíso, Provada a obediência de outro homem Por toda a tentação, o Tentador Frustrado em seus ardis, vencido e expulso, E o Éden ressurgido em vasto ermo. Assim começa a continuação do Paraíso Perdido, de John Milton, intitulado, em nossa tradução, Paraíso Reconquistado (Paradise Regained, no original. Motivo de várias … Continuar lendo O Paraíso Reconquistado de John Milton

Milton e um paraíso mais de uma vez perdido

John Milton (1608-1674): assim como com o carpe diem de Horácio, mesmo que você jamais tenha lido o autor de fato, deve ter tido alguma forma já de contato com ele. Você pode, por exemplo, já ter esbarrado numa das famosas gravuras de Gustave Doré (como a que está aqui ao lado) baseadas no seu longo épico Paraíso Perdido (1667, 1674), ou assistido ao filme … Continuar lendo Milton e um paraíso mais de uma vez perdido