poesia

1 poema e 10 aforismos de Marcelo Ariel

Marcelo Ariel é poeta, performer e teatrólogo. Autor de Com o Daimon no Contrafluxo  ( Patuá) , Ou o Silêncio Contínuo poesia reunida 2007-2019 (Kotter Editorial) entre outros, atuou como ator/roteirista no filme PÁSSARO TRANSPARENTE de Dellani Lima e gravou o disco de spoken word CONTRA O NAZISMO PSÍQUICO com o Projeto Scherzo Rajada. Os textos abaixo fazem parte do livro inédito Tamboro Teko Porã Tamboro y’ y’ / A beleza é para todos, a beleza é como a água.

* * *

Sobre o teatro e alma

Alma não é individual, nem dualista. É naturante e imanente. Não é uma coisa. É um halo e está sempre nua por baixo das roupas dos nomes

A alma é um fogo de água
azul escuro
em volta da morte
e de seu muro

Só existe uma alma
para tudo o que existe
e esta verdade
só aos raros acalma

A alma é a vontade
das coisas de serem
aquilo que são
através de outras coisas

A alma
não fala
quando
você fala
Ela se move
quando você
ouve

A Alma
não é a palavra
transcende o tempo
e os fatos
O teatro dança
em volta da alma
Ela é o ato
e por dentro da imagem
ela age.

§

10 aforismos para Franco Bifo Berardi

1

A sensibilidade existe para que possamos compreender a ambiguidade do véu, onde os estados se misturam formando o tempo não-cronológico

2

Como entre os Icamiabas,  o passado está diante de nós, no lugar do futuro e o futuro atrás de nós, onde anterioridade é interioridade

3

Nos movemos e tudo para , ficamos parados e tudo se move. Na compreensão da ambiguidade: transcendemos as dualidades

4.

Existe autêntica força na doçura e vitória na rebelião através da poesia, práticas poéticas imantam práticas políticas , se a multidão desperta.

5.

o corpo corre devagar na direção de inúmeras autonomias inomináveis, assim irradia um logos que é eros e não pode ser capturado pelos símbolos do poder porque converte energia em  tempo

6.

A multiplicidade e riqueza ontológica da feminilidade que está em nós é indomável.

7.

As éticas da amizade irão superar as leis do mercado

8.

Se você não tem tempo, não tem mundo

9.

O conhecimento do outro se dá em um campo conjuntivo imanente e híbrido onde as projeções falham e os símbolos são infinitos

10.

Respirar e ver são erotismos profundos, ninguém respira junto, todos respiram unidos em suas ambíguas e sensíveis singularidades poético-erótico-musicais

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